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18 de Outubro de 2017

Programa de desenvolvimento da aviação regional: Decolagem autorizada?

Fernanda Favorito, Estudante de Direito
Publicado por Fernanda Favorito
há 2 anos

No dia de hoje, me deparei com a notícia de que os valores do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) podem ser usados pelo Governo Federal para atingir as metas fiscais.

Desde esse ano passado, o setor aéreo vem esperando com bastante animo, que o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional fosse colocado em prática. Contudo, com esta notícia, esse futuro parece cada vez mais incerto, uma vez que os valores arrecadados –este ano estima-se em 4,2bilhões provenientes de taxas aeroportuárias e concessões- são depositados a conta do Tesouro Único da União, portanto, por isso basta o governo reter a sua liberação.

Algumas das empresas brasileiras aguardam a implementação do PDAR pra começar a operar novas rotas e aumentar o número de cidades atendidas no Brasil.

Contudo, existem alguns questionamentos, se os subsídios fornecidos pelo Governo Federal seriam suficientes para aumentar a demanda de forma significativa.

O que, com toda a certeza, aumentaria a cobertura do setor aéreo, com PDAR ou não, seria a entrada de novas empresas no mercado, o que acirraria a concorrência e as empresas buscariam formas de se diferenciar, como por exemplo, aumentando sua malha aérea, e conseqüentemente novas cidades. Atualmente, a concentração de mercado, concentra o número de vôos nos principais aeroportos da cidade, sendo a região Sudeste a mais beneficiada e somente neste há um aumento de cidades servidas. Enquanto em outras regiões do Brasil, como o nordeste, há uma perda significativa de cidades atendidas.

Seria interessante se o PDAR viesse a beneficiar novos entrantes, fornecendo condições para que estes consigam se firmar no setor, que oferece diversas barreias a entrada, e estimulasse não apenas as atuais companhias que pretendem aumentar sua malha. Novas entrantes genuinamente regionais e baseadas no conceito de Low Fare, Low Cost.

Seria interessante também, que existisse mais aeroportos no Brasil Low Cost, com taxas mais baixas e com menores serviços agregados, o que facilitaria a entrada de novas empresas no Brasil.

É necessário também o desenvolvimento das cidades do interior, pois com uma economia forte, haveria uma maior demanda pra o transporte áreo.

Em todo o caso, o que se espera no momento é uma definição de se o PDAR irá vingar e de qual forma isso irá acontecer e espera-se que o setor aéreo, acostumado em um mercado desregulamentado, não perca em eficiência, e os passageiros possam ser beneficiados com maior cobertura e tarifas mais baixas e sustentáveis para as empresas.

9 Comentários

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Muito bom o seu artigo e uma definição do governo seria bem recebida, uma vez que economia , engenharia e aviação andam juntos . continuar lendo

Fernanda realmente precisamos de novas companhias aéreas nos céus brasileiros. Sempre me atualizando sobre aviação com você. continuar lendo

A aviação regional precisa decolar. Aviação forte=economia forte Parabéns pelo texto. continuar lendo

A aviação precisa crescer e gerar empregos diretos e indiretos. Fê muito bom o artigo. continuar lendo